Quais são os 10 países mais ricos do mundo?

Edgar Romanov
Edgar Romanov Mundo
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Responder à pergunta do título não é fácil.

Pode-se ter alguma ideia de quais são, mas não muito precisa. E, afinal, de que tipo de riqueza estamos falando?

Bom, a medida que costuma ser usada é o Produto Interno Bruto, ou PIB, que é a soma da produção de bens e serviços de um país em um determinado período e é tomado como indicador para refletir a riqueza de uma região.

É um dos indicadores mais conhecidos e usados na economia e, entre outras coisas, ajuda os governos a saber quanto vão receber de impostos e, portanto, quanto podem gastar em serviços como saúde e educação.

Então, embora muitos critiquem usar PIB como medida de riqueza, vamos com esse, pelo menos por enquanto, para matar a curiosidade.

Em contagem regressiva, com os dados de outubro de 2022 do Fundo Monetário Internacional e do Visual Capitalist, aqui estão eles (veja se algum te surpreende):

10. Itália, com US$ 1,997 trilhão
9. Rússia, com US$ 2,113 trilhões
8. Canadá, com US$ 2,2 trilhões
7. França, com US$ 2,778 trilhões
6. Reino Unido, com US$ 3,199 trilhões
5. Índia, com US$ 3,469 trilhões
4. Alemanha, com US$ 4,031 trilhões
3. Japão, com US$ 4,301 trilhões

E agora, um grande salto de US$ 14 trilhões e alguns bilhões!

2. China, com US$ 18,321 trilhões

E o último, quase US$ 8 tri a mais!

1. Estados Unidos, com US$ 25.035 trilhões

Mas o que esses números nos dizem?
Algo, mas, de nenhuma maneira, tudo. Como apontam alguns dos críticos do PIB, a chave está na terceira palavra de seu nome.]

Nem mesmo seu criador, o economista americano Simon Kuznets, se orgulhava dela.

Sua intenção, na década de 1930, era encontrar uma forma de medir a economia como um todo para ter uma ferramenta que ajudasse países a sair da Grande Depressão.

A ideia era avaliar o que realmente era produtivo, ou seja, encontrar o que realmente trazia bem-estar. Mas antes que conseguisse encontrar uma medida mais adequada que o PIB, estourou a Segunda Guerra Mundial e as prioridades mudaram: a questão urgente não era o bem-estar, mas a vida, e armas eram necessárias para defendê-la.

Para o influente economista britânico John Maynard Keynes, era essencial saber o que a economia podia produzir e qual era o mínimo que as pessoas precisavam consumir, para saber quanto sobrava para financiar a guerra.

Outro tipo de cálculo era necessário, então o foco dessa medida mudou.

E assim ficou.

Após a guerra, os Estados Unidos precisavam saber como estavam os beneficiários de sua ajuda à reconstrução, então todos começaram a usar o PIB.

Foi então ampliado graças às Nações Unidas e tornou-se o padrão global.

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