Nutrição na terceira idade: O que uma alimentação adequada muda?

Diego Velázquez
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Yuri Silva Portela

A nutrição adequada na terceira idade é um dos pilares mais importantes e menos valorizados do envelhecimento saudável. O doutor Yuri Silva Portela, pós-graduado em Geriatria, com ampla expertise na área e fundador do projeto social Humaniza Sertão, reconhece a nutrição como parte indissociável do cuidado geriátrico. Por isso, nutricionistas voluntários integram a equipe multidisciplinar do projeto. Neste artigo, você vai entender como a alimentação muda na terceira idade, quais são os riscos nutricionais em idosos vulneráveis e como o cuidado nutricional integrado ao atendimento geriátrico transforma resultados.

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Como as necessidades nutricionais mudam com o envelhecimento?

O envelhecimento provoca mudanças fisiológicas significativas que afetam diretamente as necessidades nutricionais do idoso. Ao mesmo tempo, as necessidades de determinados nutrientes aumentam, criando uma situação paradoxal: o idoso precisa comer menos, mas precisa que o que come seja mais nutritivo e bem distribuído ao longo do dia.

Segundo o doutor Yuri Silva Portela, a redução do apetite, comum na terceira idade, complica ainda mais esse equilíbrio. Idosos que comem menos por falta de apetite, por dificuldades de mastigação ou por condições socioeconômicas que limitam o acesso a alimentos variados e, portanto, ficam expostos a deficiências nutricionais que comprometem múltiplos sistemas do organismo simultaneamente.

Nesse sentido, algumas deficiências se instalam silenciosamente ao longo do tempo, comprometendo a saúde do idoso de formas que só se tornam evidentes quando o quadro já está avançado. Portanto, a avaliação nutricional regular, realizada por um profissional qualificado, é a forma mais eficaz de identificar e corrigir essas deficiências.

Por que idosos vulneráveis têm maior risco de desnutrição?

A desnutrição em idosos é um problema de saúde pública que afeta desproporcionalmente as populações mais vulneráveis. Entre os fatores que contribuem para esse risco estão as limitações físicas dos idosos, insegurança alimentar decorrente da baixa renda e o acesso limitado a alimentos e devido.

No sertão nordestino, esses fatores se combinam de formas preocupantes. A vulnerabilidade dos idosos em relação à desnutrição ocorre devido à distância de mercados e aos períodos de seca que afetam a produção local de alimentos, criando um ambiente em que a alimentação adequada é um desafio diário para muitas famílias. De acordo com o fundador do projeto social Humaniza Sertão, Yuri Silva Portela, as doações de cestas básicas são uma resposta direta a essa realidade. Ao garantir o acesso a itens alimentares essenciais para famílias em situação de vulnerabilidade, o projeto remove uma barreira concreta que impede que as orientações nutricionais sejam colocadas em prática. O Humaniza Sertão entende isso e age de forma consequente.

Como a orientação nutricional se integra ao cuidado multidisciplinar?

A integração entre nutrição e os demais cuidados oferecidos pelo Humaniza Sertão é um dos elementos que tornam o projeto tão eficaz. As orientações nutricionais são desenvolvidas em diálogo com as informações fornecidas pelo médico, pelo fisioterapeuta e pelo psicólogo, criando um plano alimentar que considera não apenas as necessidades clínicas do paciente, mas também sua capacidade de mastigação, seu estado emocional, suas limitações físicas e sua realidade socioeconômica.

Yuri Silva Portela
Yuri Silva Portela

Conforme destaca o doutor Yuri Silva Portela, uma orientação nutricional que ignora o contexto de vida do paciente tem utilidade limitada. Por isso, as nutricionistas do projeto constroem suas orientações a partir do que é real e possível para cada família atendida, buscando maximizar o valor nutricional dentro das possibilidades concretas de cada contexto.

Essa abordagem contextualizada é uma expressão do respeito que orienta toda a atuação do Humaniza Sertão. É sobre adaptar esse padrão de forma inteligente e humana para que ele seja efetivamente alcançável.

Hidratação: o cuidado esquecido na saúde do idoso

Yuri Silva Portela elucida que, entre os aspectos nutricionais frequentemente negligenciados no cuidado ao idoso, está a hidratação. Com o envelhecimento, a percepção de sede diminui, o que significa que o idoso pode estar desidratado sem sequer sentir que precisa beber água. Essa redução da sensação de sede, combinada com o uso de medicamentos diuréticos comuns entre idosos, cria um risco real de desidratação crônica.

A desidratação no idoso é particularmente perigosa porque pode se manifestar de formas atípicas, como confusão mental, tontura, constipação e piora da função renal, que são frequentemente atribuídas a outras causas. Reconhecer a desidratação como possível origem desses sintomas é uma competência que tanto os profissionais de saúde quanto os familiares precisam desenvolver.

O fundador do projeto social Humaniza Sertão orienta que garantir a hidratação adequada do idoso é uma das práticas preventivas mais simples e mais eficazes disponíveis. Oferecer água regularmente, independentemente da manifestação de sede, por exemplo, é uma estratégia prática que qualquer família pode implementar. Esse cuidado simples previne complicações sérias.

Nutrir o idoso é sustentar sua vida com dignidade

A nutrição é uma necessidade fundamental que sustenta toda a saúde do idoso e que merece atenção especializada e integrada ao restante do plano terapêutico. O Humaniza Sertão, ao incluir nutricionistas em sua equipe e ao complementar o atendimento com doações de cestas básicas, demonstra uma compreensão profunda desta realidade.

A liderança do doutor Yuri Silva Portela nesse projeto é a expressão de um olhar que insiste em olhar para o idoso como um todo e em oferecer o cuidado mais completo possível, dentro das condições de cada contexto. Esse comprometimento com a integralidade é o que torna o projeto transformador.

Consulte um nutricionista; uma alimentação adequada é um dos maiores presentes que você pode oferecer a quem envelhece ao seu lado!

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

 

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