O 5G do Brasil conquistou um lugar de destaque no cenário global ao se posicionar como o terceiro mais rápido do mundo em velocidade de download segundo um relatório da Opensignal divulgado em 24 de março de 2025. Com base em dados coletados ao longo de 2024 o país fica atrás apenas da Coreia do Sul e do Catar no ranking de desempenho da quinta geração de redes móveis. Esse resultado impressionante reflete a estratégia brasileira de priorizar a qualidade da conexão especialmente na faixa de 3,5 GHz. Porém o 5G do Brasil enfrenta um desafio significativo: a disponibilidade da rede ainda deixa a desejar em comparação com outros países. Vamos explorar o que isso significa para os brasileiros e o futuro da tecnologia no país.
A velocidade média do 5G do Brasil impressiona com números que chegam perto dos líderes mundiais impulsionada pela escolha de faixas de alta frequência como a de 3,5 GHz. Essa decisão técnica garante downloads rápidos ideais para streaming jogos online e outras aplicações exigentes. No entanto o 5G do Brasil paga um preço por esse foco no desempenho: a cobertura é limitada especialmente em áreas rurais e menos densas. O relatório da Opensignal aponta que o país ocupa a 82ª posição entre 137 nações em disponibilidade de redes 4G e 5G o que mede o tempo que os usuários passam conectados a essas tecnologias. Na prática a velocidade alta não chega a todos os cantos.
A baixa disponibilidade do 5G do Brasil é um reflexo de sua geografia extensa e da concentração de infraestrutura nas grandes cidades. Enquanto países como Porto Rico atingem quase 50% de tempo conectado ao 5G os brasileiros ficam em torno de 10% segundo dados recentes. Isso ocorre porque a faixa de 3,5 GHz embora veloz tem alcance menor exigindo mais antenas para cobrir grandes áreas. O 5G do Brasil brilha em centros urbanos como São Paulo e Brasília mas perde força em regiões remotas como a Amazônia. Essa desigualdade destaca a necessidade de estratégias que ampliem o acesso sem sacrificar o desempenho atual.
Na América Latina o 5G do Brasil lidera em velocidade mas fica atrás de países como México e Uruguai em disponibilidade. O relatório mostra que na região o Brasil supera concorrentes em qualidade de download mas é superado por dez nações em tempo de conexão às redes modernas. O 5G do Brasil também se destaca no índice de “qualidade consistente excelente” que avalia a capacidade de suportar aplicações como chamadas de vídeo ficando em 45º lugar globalmente à frente de Argentina e México. Esse equilíbrio entre velocidade e consistência é um ponto forte mas não compensa a lacuna na cobertura.
A estratégia adotada para o 5G do Brasil contrasta com a de outros países como a Índia que optou por faixas mais baixas como 700 MHz para garantir maior alcance. Enquanto os indianos passam 52% do tempo conectados ao 5G os brasileiros priorizam velocidades que chegam a 350 Mbps contra 243 Mbps na Índia. O 5G do Brasil foca em desempenho bruto mas isso limita a expansão da rede em um território vasto e diverso. Especialistas sugerem que uma abordagem mista com uso de diferentes faixas poderia equilibrar esses fatores. O desafio é adaptar a infraestrutura às particularidades do país.
Os investimentos no 5G do Brasil têm sido intensos desde o leilão de 2021 com operadoras como Vivo Claro e TIM liderando a implementação. A tecnologia já cobre mais de 50% das áreas urbanas em cidades grandes mas o ritmo de expansão para áreas menos povoadas é mais lento. O 5G do Brasil depende de mais antenas e melhor backhaul de fibra para crescer o que exige tempo e recursos significativos. Comparado a nações menores ou mais densas como a Coreia do Sul o Brasil enfrenta obstáculos logísticos únicos. A velocidade atual é uma conquista mas a cobertura é o próximo passo.
O impacto do 5G do Brasil na vida cotidiana já é sentido por quem tem acesso com downloads mais rápidos e conexões estáveis para trabalho e lazer. Porém a baixa disponibilidade significa que muitos ainda dependem do 4G que no ranking global fica em 56º lugar bem abaixo da média em velocidade. O 5G do Brasil precisa superar essa barreira para cumprir promessas como cidades inteligentes e conectividade rural. Usuários em capitais como Belo Horizonte que registra 399 Mbps celebram a rapidez mas a experiência não é uniforme. A tecnologia avança mas não para todos.
Por fim o 5G do Brasil é um caso de sucesso parcial com sua velocidade entre as melhores do mundo mas com disponibilidade que reflete os desafios de um país continental. O terceiro lugar global é motivo de orgulho mas a 82ª posição em acesso mostra que há muito a melhorar. O 5G do Brasil pode se tornar referência se equilibrar desempenho e cobertura investindo em infraestrutura e inovação. Enquanto os usuários urbanos aproveitam os benefícios o futuro depende de levar essa rapidez a cada canto do país. A tecnologia está no pódio mas o pódio precisa crescer.
Autor: Edgar Romanov
Fonte: Assessoria de Comunicação da Saftec Digital